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Especial
1ºs Socorros
FUNCIONÁRIOS DA OXFAM
FORMAM-SE EM SOCORRISMO
Dez funcionários de diferentes áreas da OXFAM da Austrália terminaram recentemente um curso de formação em Primeiros Socorros promovido pela Delegação da Cruz Vermelha de Moçambique da Cidade de Maputo, no âmbito da promoção do projecto de Primeiros Socorros Comerciais que a instituição introduziu há sensivelmente três anos.
A formação dos funcionários da OXFAM teve a duração de 10 dias comportando temas tais como alterações cardiovasculares, choque, hemorragia, envenenamento, queimaduras, afogamento, mordedura de cobras e alcoolismo agudo, entre outros assuntos, que vão permitir aos formandos agirem coma devida urgência em caso de necessidade. Aliás, os participantes afirmaram que com os conhecimentos adquiridos nesta formação estão minimamente preparados para enfrentar algumas situações que amiúde acontecem em casa, no local de trabalho, até mesmo na rua.
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SIDA AINDA NÃO TEM CURA. PREVINA-SE!! |
Fráuzia Pereira,
funcionária desta instituição, disse, por
exemplo, que o curso de 1º socorros é uma formação
básica que cada um de nós deve ter para resolver
algumas coisas urgentes que enfrentamos no nosso dia
a dia e que muitas vezes criam-nos dissabores por
falta de conhecimentos.
Falando do curso em si, Fráuzia disse que os
assuntos abordados são para si fáceis de
assimilar, tendo aventado a possibilidade de quando
terminar a formação transmitir os seus
conhecimentos a outras pessoas, porque, na sua óptica,
quando a pessoa aprende algo tão importante como o
são os primeiros socorros deve ter a preocupação
de transmitir os seus conhecimentos a outras, para
que também estejam em condições de enfrentar
certas situações imprevisíveis que às vezes
acontecem no nosso quotidiano.
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Fráuzia Pereira
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De acordo com a nossa
interlocutora, a OXFAM decidiu organizar esta formação
para todos os funcionários da instituição,
independentemente da área em que trabalha ou função que
desempenha. salvar é tarefa de todos,
independentemente da tarefa que desempenhamos.
Luísa Bata Daniel não
é funcionária da OXFAM, mas encontramo-la a
frequentar o mesmo curso. Ela é Auxiliar
Administrativa do Instituto Nacional do Emprego e
Formação Profissional (INEFP) e explica a razão
da sua inclusão nesta formação: Nós temos
tido muitos acidentes de trabalho na empresa, alguns
dos quais com consequências que a nível interno
poderíamos minimizar, se tivéssemos uma formação
em primeiros socorros. E, confrontado com esta
realidade, o Sr. Delegado achou que deveríamos ter
esta formação. Depois de alguns contactos com a
CVM, surgiu esta oportunidade e eu fui escolhida
para ser formada e fui enquadrada.
Luisa diz estar entusiasmada com esta formação,
que o seu sonho de sempre. Aliás, ela já pensa em
se inscrever para a próxima formação a ter lugar
em Setembro deste ano, em lugar ainda por indicar.
Por outro lado, ela diz ter noções básicas de
enfermagem, o que adicionado aos conhecimentos que
adquiriu nesta formação vai permitir que ela
desenvolva a sua actividade sem constrangimentos de
ordem técnica. |

Luisa Daniel
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Esta minha formação
não vai servir só para o meu local de trabalho. Vou
transmitir a minha experiência a mais pessoas em casa, no
bairro e onde quer que eu esteja. Eu ficaria muito
satisfeita se cada pessoa tivesse esta preparação,
porque muita coisa poderia ser evitada. É que muitas
vezes as pessoas envolvem-se num acidente e acabam
perdendo a vida por uma coisa facilmente evitável,
bastando para tal o conhecimento de certas técnicas de
lidar com a situação. E em muitos casos nem é preciso
nenhum remédio, mas sim um pequeno exercício físico.
Agora que terminou a formação vou pedir cotações
para a compra de um kit de Primeiros Socorros para começar
a trabalhar. Vou também pedir informações sobre
como me inscrever para ser membro da Cruz Vermelha de Moçambique.
Há muito que quero me filiar nesta organização, só que
nunca tinha estado tão próximo de pessoas ligadas à
organização.
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STOP SIDA. CUMPRA A PROMESSA!! |
César Inácio, Oficial
de Programas na OXFAM, disse, por seu turno, que
esta formação vai ser muito útil, não só para
os colegas com quem labuta, dia a dia, mas também
para amigos e familiares. Eu tenho trabalhado no
campo, e há situações que acontecem e que
requerem um tratamento especial e que por limitações,
nada fazemos. Agora, com esta formação, em vez de
ficar à espera que alguém venha para socorrer, já
posso fazer algo.
Depois da formação, César diz que continuará a
realizar normalmente a sua actividade e, em caso de
necessidade lá estará para aplicar os
conhecimentos adquiridos. Não vou trabalhar como
formador, mas para enfrentar situações do meu dia
a dia, rematou. |

César Inácio
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O curso de Primeiros
Socorros para os funcionários da OXFAM foi
orientada pela voluntária Iva Mabombo.
Falando do seu trabalho, ela disse que tudo correu
tal como esperava, tendo concorrido para este
sucesso o facto de os formandos terem facilitado
muito o seu trabalho. Os participantes deste
curso são pessoas com muita vontade de aprender,
razão pela qual, já no final do curso se mostravam
capazes de aplicar na prática os conhecimentos que
aqui adquiriram. Eles já são capazes de resolver
alguns problemas do seu dia a dia. |

Iva Mabombo
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Enquanto isso, na Escola Secundária Noroeste 1 decorreu um curso semelhante, mas desta feita virado essencialmente para jovens. No total foram formados 26 estudantes daquele estabelecimento de ensino.
Na Catembe, arredores da capital do país, decorre desde segunda-feira, 21 do corrente mês, um curso de primeiros socorros, no qual participam 20 voluntários daquele ponto do país. Esta formação tem a duração de uma semana.
Entretanto, dados disponíveis indicam que, desde que começou a campanha de promoção de primeiros socorros, a Delegação da Cidade de Maputo já realizou 52 formações, sendo 37 Comerciais e os restantes para estudantes e voluntários da Cruz Vermelha de Moçambique. No total foram formados cerca de 1117 trabalhadores, sendo de destacar os da Mozal, Petromoc, Alfândegas, Maragra, Açucareira de Xinavane, Cimentos de Moçambique, British Concil, Casino Polana, Electricidade de Moçambique, entre
outros.
Em termos de desafios, segundo dados a que tivemos acesso, a Cruz Vermelha de Moçambique espera estender a prática de Primeiros Socorros a todas as pequenas, médias e grandes empresas do país, tendo como horizonte a massificação dos serviços de Primeiros Socorros.
Para esta meta, a instituição já conta com um número considerável de monitores formados em todo o território nacional, um número que se espera venha a aumentar para responder à demanda que se vai registando, à medida que os serviços de Primeiros Socorros vão sendo divulgados.
| De salientar que a
Delegação da Cidade foi a pioneira na introdução
de cursos comerciais, e é várias vezes solicitada
a operar fora da sua área de “jurisdição”, um
prática que poderá reduzir com o plano que está
sendo desenhado pelo Centro Nacional de Formação
em Primeiros Socorros, visando dinamizar a promoção
destes cursos à escala nacional. Segundo o referido
plano, cada Delegação deverá fazer o seu
“Marketing”, contactar as empresas e realizar
formações. Entretanto, tal como disse Nilza
Francisco, Directora do Centro Nacional de Formação
em Primeiros Socorros, se uma determinada Delegação
não revelar capacidade para realizar o seu
trabalho, a Delegação que estiver em condições
poderá fazê-lo, para se evitar que percamos
confiança junto das empresas e outros interessados
nos nossos serviços. |

Maria Celeste
fazendo uma demonstração durante o curso
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Queremos fazer dos Primeiros Socorros uma actividade lucrativa e não
facultativa, disse a directora do Centro.
Ela deu a conhecer que o Centro vai introduzir cursos abertos para quem estiver interessado, sendo o valor por pessoa o equivalente a 75 dólares americanos. Aliás, este é o valor aplicado também às empresas, um valor inclui o direito a um manual de Primeiros Socorros e um Certificado.
Interrogada sobre o número mínimo exigido para o início da formação, Nilza disse que o desejável é 20,
mas se conseguirmos reunir pelo menos 10 pessoas já podemos realizar a formação. O mecanismo de coordenação fica ao critério de cada Delegação Provincial, porque cada região tem as sua
especificidades.
Outro dado importante avançada pela directora do Centro Nacional de Formação em Primeiros Socorros tem a ver com o destino a dar aos honorários resultantes das formações. Disse, com efeito, que do valor total angariado, 80% são retidos na Delegação Provincial e os restantes 20 são canalizados à Sede Central. Ressalvou, no entanto que
se for a Sede Central a fazer os contactos e a angariar empresas para a formação, vai acontecer o inverso, isto é, os 80% seguem para a Sede e a outra parte reverte a favor da Delegação que realiza o
curso. 
Num claro sinal de que o comboio vai dar o sinal de arranque à escala nacional, Nilza lança um apelo às Delegações Provinciais, em particular aos Secretários, no sentido de fazerem dos cursos de Primeiros Socorros fontes de rendimento da instituição.
Peço aos Senhores Secretários que tomem isto como programa de geração de rendimentos, seguindo o exemplo da delegação da cidade de Maputo que tem nos cursos de Primeiros Socorros uma fonte que alimenta alguns projectos.
Aliás, a dinâmica imprimida pela cidade de Maputo, suportada pela leveza com que o processo está sendo levado a cabo em algumas Delegações, pode fazer com que a formação em Primeiros Socorros no país seja monopólio de uma única Delegação.
Portanto, é imperioso que cada Delegação arregace as mangas e comece a estabelecer contactos com o empresariado local, instituições, etc., para a promoção de cursos de Primeiros Socorros. Eles podem ser uma saída para a resolução de muitos problemas com que a instituição se debate.
Caso contrário e por aquilo que temos observado, a Delegação da cidade de Maputo pode tomar a dianteira, porque já lançou o seu nome na praça, já conquistou o mercado.
E... camarão que dorme, a onda leva!!!
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