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CENTROS DE CRIANÇA DA RUA |
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1-INTRODUÇÃO Estima-se que cerca de 50% da população urbana de Moçambique vive em pobreza absoluta. Nas cidades grandes o número de crianças da rua tem aumentado devido a urbanização acelerada, motivada pela guerra que flagelou o País por mais de uma década; a seca e, recentemente, as cheias e as condições conjunturais ligadas ao desenvolvimento sócio- económico. O projecto de apoio a criança da rua começou dentro de grupos da juventude da CVM com fornecimento de alimentação, primeiros socorros e actividades recreativas a crianças da rua a partir de delegações da CVM no Bairro de Xipamanine (Maputo) e na Cidade da Beira. Numa fase posterior desenvolveram-se também actividades educativas, culturais e desportivas para estas crianças nos mesmos centros. Aos poucos, os dois centros tornaram-se em centros abertos para criança da rua, estando presentemente sob a supervisão da Área Social da CVM. Este projecto que agora apresentamos, nasce a partir das relações de intercâmbios já existentes entre sectores da população italiana e moçambicana sobre temas de infância e dos menores. Em 1996 foi conduzido um programa de formação in loco, seguido de encontros de intercâmbio entre a realidade Italiana e moçambicana. 2-OBJECTIVOS
3-BENEFICIÁRIOS O programa é dirigido a todas as crianças que vivem nas estradas e nas praças nas Cidades da Beira e Maputo e outras crianças vulneráveis urbanas particularmente as dos Centros de Tinotenda e Xipamanine. 4-SITUAÇÃO ACTUAL DAS CRIANÇAS DA RUA
5-ANTECEDENTES DOS CENTROS 5.1-0 CENTRO BOA ESPERANÇA situa se no Bairro de Xipamanine, um bairro que recolhe mais ou menos 24 mil habitantes, com construções em material precário e de restos. As condições higiénicas-sanitárias são extremamente precárias e faltam serviços de toda ordem. O Centro existe desde 1990. Vocacionado ao atendimento de crianças da rua e em situação difícil, órfãos e abandonados, que vagueavam pela Cidade de Maputo e principais mercados, a procura de algo para matar a fome. No início do projecto contou-se com apoio de alguns hotéis e doações nacionais e internacionais. Como as crianças não tivessem onde dormir foram-se acomodando no espaço cercado do centro. Apesar de não existirem condições de internamento, o centro albergou cerca de 80 crianças, enquanto decorria o processo de reintegração das mesmas, no seio da família, em alguns casos de famílias substitutas. Somente em 1997, deu-se por concluído o processo de reintegração. As crianças reintegradas continuam a ser assistidas pelo centro nas seguintes áreas: Educação, saúde, treino profissional, enquadramento no sector laboral e acompanhamento domiciliário e escolar, para evitar o retorno à rua.
Estas crianças sob a responsabilidade da Cruz Vermelha de Moçambique, num projecto que inicialmente foi apoiado pela SEAS/UNICEF, organização não-governamental Sul-africana "Jovens Com Uma Missão" e pela Federação Internacional da CVCV. O projecto, tem como população alvo crianças vivendo nas ruas da cidade da Beira e, visa desenvolver actividades produtivas, educativas e recreativas com as referidas crianças assim como realizar encontros de ligação e unificação com as famílias. Algumas crianças têm famílias, mas preferem ficar sob cuidado do centro porque o ambiente ali é mais favorável, por outro lado algumas famílias tem fugido à responsabilidade, deixando a cargo do centro, isto reflecte o mau ambiente vivido na família. Apesar desta situação, o trabalho do centro tem sido desenvolvido na perspectiva de aproximação; cerca de 5% de familiares das crianças tem ajudado no melhoramento das condições do centro em matéria de formação da criança. Os financiamentos que tem vindo a receber foram direccionados para as seguintes rubricas principais:
6-ACTIVIDADES PREVISTAS
A situação destas crianças é delicada. As soluções para os seus problemas, variam de acordo com as necessidades e condições de matriculá-las nesses estabelecimentos de ensino. Para as de maior idade, encaminha-mo-las as escola comunitárias e cursos nocturnos. As actividades pré profissionais tem servido para criar hábitos de trabalho em equipe e, poucos são os casos de crianças que não abraçam esta formação, mais tarde, para o seu auto sustento.
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Mozambique
Red Cross |
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